Reunião define diretrizes para escola tecnológica de Santarém

O diretor da Associação Comercial de Santarém, José Lima Pereira, falou
sobre a mão-de-obra que será criada após a inauguração da escola
“Ambiente, saúde e segurança” e “infraestrutura” foram os dois eixos
tecnológicos escolhidos para nortear a definição dos primeiros cursos
que serão ofertados pela Escola Estadual de Educação Tecnológica e
Profissional de Santarém, prevista para ser inaugurada até o primeiro
semestre de 2013. A seleção dos eixos aconteceu na manhã desta
quarta-feira (9), no auditório do Instituto Esperança de Ensino Superior
(Iesps), na sede do município, no oeste do Pará.

Participaram da seleção representantes de cerca de 30 entidades da
região, professores, diretores de escola e gestores municipais, durante o
Fórum de Integração para a oferta das escolas tecnológicas em
construção da rede estadual de ensino. Para a região do Tapajós, a
estimativa é que sejam criados 190 mil novos postos de trabalho até
2013, por meio de investimentos em mineração, logística, comunicação e
energia, entre outros.

Quase 60% desses empregos
deverão ser especificamente para profissionais com qualificação técnica.
O cenário promissor foi apresentado pelo diretor da Associação
Comercial de Santarém, José de Lima Pereira, e pelo supervisor regional
da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Rosilvaldo
Colares, que apontaram a necessidade urgente de qualificação de
profissionais de acordo com os Arranjos Produtivos Locais (APLs).
Atualmente, são cerca de 90 mil empregos formais e mais de 125 mil
informais.
“É fundamental discutirmos as demandas
do mercado para encontrarmos um setor abastecido não somente de vagas de
trabalho, mas também para que haja profissionais para suprir aquelas
necessidades”, afirmou José de Lima Pereira, ressaltando que, em um
prazo de cinco anos, o crescimento de áreas como a de serviços
logísticos, bancários, transporte rodoviário e fluvial, somadas à
mineração e agricultura, vai compor a nova realidade econômica da região
denominada de “Ciclo do Futuro”.
Após a exposição
do cenário socioeconômico, grupos de discussão elegeram, dentre doze
eixos tecnológicos que reúnem 185 cursos técnicos, os dois que darão
início à definição dos cursos que serão ofertados pela escola
tecnológica. A escolha será considerada na construção e aquisição de
equipamentos de laboratórios e mobiliários e na construção das
diretrizes pedagógicas da unidade de ensino. Um comitê foi organizado
para fazer o acompanhamento das próximas ações até o dia de inauguração e
início de funcionamento da escola. A primeira reunião do grupo será dia
20 de junho.
A organização é composta por
representantes de escolas públicas, Associação Comunitária dos
Produtores Agroextrativistas Ribeirinhos do Rio Tapajós, Conselho
Tutelar, Federação das Associações de Moradores de Comunidades do
Assentamento Agroextrativista do Eixo Forte, Equipe Consultoria e
Assessoria Urbanística, Instituto Socioeducacional e Ambiental, Emater,
Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter-do-Chão, Sindicato dos
Trabalhadores e Trabalhadoras de Mojuí dos Campos e 5ª Unidade Regional
de Educação (URE).
Em todo o Pará, onze Escolas
Estaduais de Educação Tecnológica e Profissional estão em construção,
com um investimento de cerca de R$ 63 milhões, do programa Brasil
Profissionalizado, do governo federal. Assim como em Santarém, outros
oito municípios também recebem, até 21 deste mês, o Fórum de Integração
para Oferta das Escolas Tecnológicas em Construção: Breves, Tomé-Açu,
Xinguara, Novo Progresso, Tucuruí, Barcarena, Santana do Araguaia, e
Parauapebas.
A partir dos eixos tecnológicos,
abre-se um leque com 46 opções de cursos técnicos, dos quais dois ainda
serão escolhidos. A gestora da 5ª URE, Maria José Maia, destacou o
caráter participativo do fórum. “Esta é uma oportunidade de decidir e
escolher os cursos de acordo com a nossa realidade. Hoje é o primeiro
passo no conjunto de várias ações neste projeto. E o comitê gestor terá
um papel muito importante nesse desenvolvimento”, disse.

“Para nós, é muito importante fazermos parte desse processo. As
comunidades precisam se envolver, conhecer e contribuir”, avaliou o
presidente da Associação Comunitária de Agroextrativistas da Comunidade
de Vista Alegre do Capixauã, Raimundo Ferreira de Sousa. A preocupação,
segundo ele, é grande, sobre a expectativa pela oferta de formação
técnica em uma escola pública. “Queremos os nossos jovens formados,
qualificados para atender, profissionalmente, às nossas próprias
comunidades e as oportunidades que podem surgir”, acrescentou.

Agência Pará

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